Disciplina: Design e Audiovisual

06. OLHAR ESTRANGEIRO

olhar estrangeiro

FICHA TÉCNICA

Título: Olhar estrangeiro
Direção: Lúcia Murat
Roteiro:  Lúcia Murat e Tunico Amancio
Produção: Luís Vidal e Paola Abou-Jaoude
Fotografia: Dudu Miranda
Direção de arte:Caco Moraes
Edição: Júlia Murat

Ano: 2006
País: Brasil
Duração: 70 min
Gênero: Documentário

Site oficial: http://www.taigafilmes.com/olhar/

ONDE ASSISTIR?

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Trailer disponível no youtube

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Cartoon Video – Cabral
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PARA PENSAR DESIGN E:

brasilidade; Brasil; nação; nacionalidade; identidade; identidade nacional; tradição; invenção; representação; cinema; cultura.

RESENHA

Olhar Estrangeiro é um filme sobre os clichês e as fantasias que se avolumam pelo mundo afora sobre o Brasil. Baseado no livro O Brasil dos Gringos, de Tunico Amâncio, o documentário mostra a visão que o cinema mundial tem do país. Filmado na França (Lyon e Paris), Suécia (Estocolmo) e EUA (Nova York e Los Angeles), o filme, através de entrevistas com os diretores, roteiristas e atores, desvenda os mecanismos que produzem esses clichês.

Fonte:
Olhar estrangeiro. Sinopse. Brasil, 2006.

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05. SINGULARIDADES

Foto: Mariza Tezelli

Foto: Mariza Tezelli

FICHA TÉCNICA

Título: Singularidades

Equipe: Ana Claudia França; Ana Paula Cantelli; Antônio Heraldo Santos; Camila Ghilardi; Claudia Bordin Rodrigues; Dante Roloff; Karin Soares;  Luciana de Morais; Luciano Coelho; Maristela Mitsuko Ono; Mariza  Tezelli; Rafael de Oliveira

Co-Edição: Ana Claudia  França; Antônio Heraldo Santos; Karin  Soares; Luciana de Morais; Luciano Coelho; Maristela Mitsuko Ono; Mariza Tezelli; Rafael de Oliveira
Pesquisa e Pré-Entrevistas:  Ana Claudia França; Mariza Tezelli

Fotografia Still: Mariza Tezelli       
Legendas em Inglês:
Matheus Eduardo Rodrigues
Design Gráfico:
Ana Claudia França
Proposição de tema e roteiro de entrevistas: Maristela  Mitsuko  Ono

Ano: 2006
País: Brasil
Duração: 30 min
Gênero: Documentário

Fotos: http://www.flickr.com/photos/40041600@N04/

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PREMIAÇÕES

- Prêmio do público “Coelho de Prata” no 14º Festival Mix Brasil
(Festival de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual)
- Prêmio do público para Melhor Curta Metragem no Queer Lisboa 11
(11ª edição do Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa)
- Prêmio de melhor filme e prêmio da crítica no 2º Festival For Rainbow
(Festival de Cinema da Diversidade Sexual)

ONDE ASSISTIR?

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Trecho disponível no youtube

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Na Cartoon Video – Cabral, no aluguel de um catálogo ou lançamento, você pode levar o “Singularidades” sem pagar nada.
Obs: O “Singularidades” vem no mesmo DVD do curta “Intimidades”.

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PARA PENSAR DESIGN E:

gênero; sexualidade; família; cultura e sociedade; modos de vida.

RESENHA

O vídeo documentário “Singularidades” traz depoimentos de 7 pessoas com orientação homoerótica, acerca de experiências de vida: relações afetivas e sociais, parentalidade, dentre outras. As pessoas entrevistadas, com idade variando de 42 a 57 anos, residem em Curitiba e atuam em profissões diversas. Os depoimentos incluem o de Rosângela sobre suas experiências de parentalidade: duas adoções; geração de dois filhos por meio tradicional, sendo um deles falecido recém-nascido; um filho de ex-companheira que continua a viver com ela, enquanto que a mãe mora em outra cidade; um filho gerado por meio de inseminação artificial com sua atual companheira.

Este vídeo foi desenvolvido na Oficina de Realização de Vídeo do Projeto Olho Vivo, coordenado por Luciano Coelho.

Fonte:
Singularidades. Curitiba, 2006.

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04. INTERIORES – ESPAÇOS E ARTEFATOS COTIDIANOS

interiores

FICHA TÉCNICA

Título: Interiores – espaços e artefatos cotidianos
Produção: Ana Claudia França e Augusto Mosna Simão
Orientação: Maristela Mitsuko Ono
Fotografia Still: Lis Del Barco
Assistente de produção: Rahíra Carlan da Veiga
Finalização de som: Rafael Macedo Rosas Santos
Ano: 2008
País: Brasil
Duração: 28 min
Gênero: Documentário

Fotos: http://www.flickr.com/photos/39929104@N03/

ONDE ASSISTIR?

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Vimeo: “Interiores – espaços e artefatos cotidianos”

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Na Cartoon Video – Cabral, no aluguel de um catálogo ou lançamento, você pode levar o “Interiores – espaços e artefatos cotidianos” sem pagar nada.

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PARA PENSAR DESIGN E:

cotidiano; gênero; famíla; artefatos; interiores; cultura e sociedade; modos de vida.

RESENHA

Vera, Neli, Regina e Sandra, moradoras do Conjunto Residencial Vitória Régia, localizado no bairro Cidade Industrial em Curitiba/PR, contam um pouco sobre suas relações com os espaços e artefatos cotidianos, mais especificamente, com móveis e eletroeletrônicos. São relatos que revelam a dinâmica, a multiplicidade de usos e significações na interação dos sujeitos com os espaços e artefatos cotidianos. Relações familiares, lembranças, costumes, repulsas, preferências, aspirações e a história pessoal de cada morador permeiam essa relação complexa com a materialidade no dia-a-dia.

Este filme faz parte de um trabalho de conclusão de curso de Ana Claudia França e Augusto Mosna Simão orientado por Maristela Mitsuko Ono na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

Fonte:
FRANÇA, Ana Claudia Camila Veiga; SIMÃO, Augusto Mosna. Interiores. Espaços e artefatos cotidianos. Curitiba, 2008.

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03. GRÁFICA FIDALGA

fidalgaFICHA TÉCNICA

Título: Gráfica Fidalga
Direção: Cool Hunting
Ano: 2009
País: Brasil
Duração: 4 min

ONDE ASSISTIR?

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Cool Hunting Video – Gráfica Fidalga

PARA PENSAR DESIGN E:

tipografia; tecnologia; artes gráficas; impressão e produção gráfica; cultura e sociedade.

RESENHA

Grafica Fidalga, a printing press in São Paulo, Brazil, makes posters on a 1929 German letterpress using hand-carved wooden letters. In this video, we visit the trio of friends who make up Grafica Fidalga to watch them make a poster we commissioned for our 99% conference.

Called “lambe lambe,” the lightweight paper used for the posters was designed for wheat-pasting and, before São Paulo’s “clean city” initiative, could be found throughout the city. Thanks to the gallery Choque Cultural, who regularly makes posters for their shows with Grafica Fidalga, they’ve been able to stay alive but they could still use more help. If you’re in the market for an inexpensive poster that will put any slick offset version to shame, email the gallery’s director Edu (esaretta [at] gmail [dot] com)

Fonte:
MITNICK, Gregory. Cool Hunting Video – Grafica Fidalga.
Disponível em: http://www.youtube.com/user/coolhunting#p/a

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02. EDIFÍCIO MASTER

planos-edifício master

FICHA TÉCNICA

Título: “Edifício Master”
Diretor: Eduardo Coutinho
Ano: 2005
País: Brasil
Duração: 110 min

ONDE ASSISTIR?

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Vários trechos

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Em Curitiba, na Cartoon Video Cabral  e Vídeo 1 Locadora.

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PARA PENSAR DESIGN E:

diversidade; artefatos; espaços cotidianos; interiores; cultura e sociedade; modos de vida.

RESENHA

“Edifício Master”, dirigido por Eduardo Coutinho, trata da vida de alguns moradores do edifício Master, um prédio de classe média de 12 andares, com 276 apartamentos conjugados e cerca de 500 moradores, localizado na cidade do Rio de Janeiro a uma quadra da praia de Copacabana. Cada pessoa conta experiências da sua própria história de vida e, embora coabitem um mesmo prédio, a proximidade geográfica, paradoxalmente, mostra certo distanciamento entre os moradores. Evidencia-se a diversidade de pessoas, o que impossibilita qualquer tipo de generalização sobre os habitantes do edifício. Os relatos e imagens demonstram também as diversas utilizações e interações com o espaço, como se pode perceber em uma das seqüências do filme, em que planos seguidos com imagens de quartos de tamanhos iguais, pertencentes a diferentes moradores, apresentam-se de maneiras completamente distintas (Figura 4). É interessante a maneira como o filme trata do relacionamento subjetivo e particular entre a pessoa e sua casa, com a família, o ambiente, experiências pessoais e objetos que integram a vida cotidiana.

Fonte:
FRANÇA, Ana Claudia Camila Veiga de; SIMÃO, Augusto Mosna. Filme-documentário sobre artefatos cotidianos, modos de vida e hábitos de consumo. 2008. 134 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Tecnologia em Artes Gráficas), Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba, 2008.

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01. BOCA DE LIXO

boca_montagem

“O lixo faz parte da vida. O final do serviço é o lixo. E é dali que começa”. Enock (BOCA DE LIXO, 1992)

FICHA TÉCNICA

Título: “Boca de lixo”
Diretor: Eduardo Coutinho
Ano: 1992
País: Brasil
Duração: 49 min

ONDE ASSISTIR?

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Parte 1
Parte 2
Parte 3

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Na Cartoon Video Cabral – Curitiba, o “Boca de lixo” vem no extras do filme “Peões”, também de Eduardo Coutinho

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PARA PENSAR DESIGN E:

consumo; embalagens; artefatos; sustentabilidade; cultura e sociedade; modos de vida.

RESENHA

O filme “Boca de Lixo” foi dirigido pelo cineasta Eduardo Coutinho e realizado no ano de 1992. O filme trata de algumas pessoas que vivem de um lixão na região metropolitana do Rio de Janeiro. Pessoas que vivem literalmente do lixo e dependem dele tanto para recolher e vender latinhas de alumínio, quanto para se vestir e para comer. Inicialmente as pessoas se escondem, fazem sinais para que a equipe de filmagem vá embora, afinal, já estão acostumados a serem retratados pelos meios de comunicação, sem serem questionados sobre a vontade ou não de serem filmados.

Porém, a abordagem de Coutinho não se limita a simplesmente registrar a vida dessas pessoas no lixão. Ele também vai até suas casas, trazendo ao espectador um pouco do cotidiano de cada uma delas, de como construíram suas casas e famílias com o lixo. Esse filme documenta cenas do cotidiano de um grave problema social, que permite a percepção da diversidade, das contradições, aspirações e singularidades de cada um dos entrevistados. Depois de um produto ser concebido, produzido e consumido, chega a sua etapa final e é descartado. O lixo é associado a tudo que termina e já não serve mais para a sociedade. E é justamente a partir do que já não serve mais para a sociedade que muitas pessoas sobrevivem.

Enock, um dos participantes do filme, fala que “O lixo faz parte da vida. O final do serviço é o lixo. E é dali que começa”. Uma frase que resume bem a constatação do filme, que mostra uma face da realidade do que a sociedade de consumo produz em enorme quantidade, mas insiste em tentar esconder, embora as toneladas de lixo sejam intermináveis, e a presença das pessoas que vivem dele seja indiscutível.

Fonte:
FRANÇA, Ana Claudia Camila Veiga de; SIMÃO, Augusto Mosna. Filme-documentário sobre artefatos cotidianos, modos de vida e hábitos de consumo. 2008. 134 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Tecnologia em Artes Gráficas), Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba, 2008.

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DESIGN, CINEMA E VÍDEO

“Os objetos e a sociedade moldam-se e influenciam-se em uma relação dinâmica, no processo de construção do mundo.” (ONO, 2006, p. 47)

O cinema reflete e influencia a dinâmica cultural, sendo assim, pode ser considerado uma fonte rica de representações e interpretações a respeito da interação entre a sociedade e a cultura material.

Abordagens e estudos interdisciplinares, que forneçam informações e promovam a reflexão a respeito da relação entre design e sociedade podem ser valiosos, na medida em que contribuem para uma compreensão mais profunda da maneira como os contextos sociais, históricos e culturais influenciam modos de vida, ações e pensamentos. E refletir é um primeiro passo para compreender “a relevância de se considerar fatores como ‘os hábitos culturais, os ritos e os mitos que participam do cotidiano dos consumidores, fontes de valores e necessidades culturais específicas’” (ONO, 2006, p. 88), pensando também o mundo que, nós, como designers e cidadãos do mundo, queremos construir.

Um filme é uma forma visual relevante de compartilhar histórias e experiências. Em um mundo em que as mensagens visuais dominam as formas de comunicação, a linguagem audiovisual pode ser fonte de discussões e reflexões.

Neste espaço, o objetivo é pensar o cinema, o vídeo, dentre outras produções audiovisuais como meios capazes de contribuir para estudos e pesquisas em design.

Enjoy!

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